sábado, 21 de abril de 2012

É verdade (...)


É verdade, nada mais que uma doce e cinza verdade
que tenho tudo aqui
tenho o céu, esperando ao meu sinal pra chorar sobre o mundo tudo que aguenta
tenho cantando pra mim, melodias lindas, melodias calmas
tenho esse ar seguro e inquieto que me abraça e me encoraja
mas não tenho quem queira ver isso que vejo
que me dê a mão, suavemente, e diga que discorda dessa doce e cinza verdade.

domingo, 1 de abril de 2012

Sobre vento e cafeína

“Vejo os Carros. Pessoas. Os passos
As árvores suspensas parecem dizer: não se vão...!
Mas la vão eles...
É esse vento frio que os leva? Não sei.
Mas, Velozes.
Vorazes.
Devastadores.
Parecem levar a si mesmos.
Até o vento, antigo pastor das nuvens
parece ter sido deixado pra trás.
Sopra e diz: perdi o jogo, estou velho e cansado.
Enquanto isso
Descansa ao lado,
uma xícara de café.
Calma.
Quieta
Desfaz-se em fumaça.
Parece me esperar
Sabe que essa pressa toda não me convêm.
Observo.
Volto ao estado da Calma absoluta.”