quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Alway running Always running
once I told myself: that’s what u’re
so I followed this idea
until my mind can't even handle the idea of been

Estou afundando em mares que nem sabia
dentro de mim
eu que não sei nadar
descobri-me rasa
num corpo profundo

Don’t intended to stay on the surfasse of myself
I swear,
Always thought have been something something

Mas estou parada
tocando com as pontas dos dedos
das mãos
nas pontas dos pés fugindo

But the weather already changed
i’m already homeless
homeless soul
so mine

I guess I'll just take a ride
with some drunk driver
on some empty road
my body my body
can’t stand been sober
been in this stand by
he threw away my soul                

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Under the water
I must swim or i’ll just drown myself

so much easier
so calm
peaceful
White
and
soundless

This is me
fighting hard against my nature
feeling little forgotten
I probably missed something back there

which day was the day?
what did happen there?
did i say something?
did i do something sob bad, is that why i’ve been punished?
certainly i blew the wrong wind
certainly i played the wrong scene
certainly was another language
that i thought i knew to speak

i was a voyeur, a supporting  actor
waiting for my scene
but i wasn’t called

Wish i could take the lines and turn in one
sew them up
and throw it away
burn my memory
burn my eyes

Live with no points of ache of weakness
until i die


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ah, é uma pena
as vezes assusta-se de se assustar
que perigo o choque da janela aberta a primeira vez
a força centrífuga do escape das mãos...que sempre apertaram

Estão me dizendo, que
é uma pena,
mas não vale a pena,
nem cabe como rima de uma poema,

É pena, que escrevo também sobre as coisas idas
fugidas
fodidas

Como dizia
a janela leva também o que não se espera
e dum salto muito alto ao nunca vivido
pode ir-se embora a doçura toda
ali escondida
no meio de tanta dor

Ah, mas certas suturas não escolher o que suturar
a erva arrancada também leva a flor

Mas é uma pena

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

What a amazing mess up in the whole senses of life
what a beautiful and sad treasure that we got from this chaos
that we need to have

estou sozinha
com sede
alguém pressiona meu estômago entre os rins e os pulmões
se não fizer um bloco enfeitado de todo esse caos
eu vou
eu sei que facilmente transparente, fina
posso ser o que o leva girando e girando e fazendo sua dança universal

vou amarrar
firme
meus pés no chão, um bloco em mãos
pro vento oferece
e vou lutar
que as linhas que costuram daqui pra la
sobrevivam a minha resistência

I clame in the world
cause in fact I’m still here
so let me pray
let me sing my song
let me whisper
in silence my already dead dream
let me run away from the sin
from the noises and smells of the human being


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Manifesto aqui
manifesto-me aqui
aqui?

Sou humano

Todos os dias
sinto essa pele
mole
humana
vazar vida afora
derreter no tempo

Sou humano com direito ao grito por isso grito
Sou humano

Todo sangue que escorre
que escorre daquele pedaço de carne ali
ali na pia que espera
derreter também
o sangue ali me faz
entorpecer de sabê-lo
morte
o que importa
um perfeito pedaço de matéria podre ali
e o sangue escorre
pinga
pinga
e na pia
a água escorre
minha vida passa

Mas manifesto
humano

Engulo da poeira grossa
a vida
não é vida
vivo do aço
sobre o aço rasgo espaço

Humano
tocando na ferrugem do chão duro dos dias
que jaz
não humano
inanimado
respirando por inércia

Humano me
meu humano pulmão
mente coração

não consegue contentar-se
porém
com tanta não vida

Sou o poema pílula dos dias
existo corroendo-me das próprias palavras
pra que existam a mais
sobrevivam aos meus pulmões
ao humano

Poema filho da carne da pia
do cão das ruas
do velho a morrer
da poeira dos dias
do fio de vida
do que nasce forte

poema
apelo
peso do tempo

manifesto
sou humano
toda a ferragem produz uma luta
da luta um poema
corroendo as palavras

humano
não renuncia a última pele humana
humano não renuncia ao poema
só deixa a pele
olhos pulmões humanos
arruinar-se na terra

mas o poema fica
mais um dia acaba


domingo, 20 de outubro de 2013

Isso é real
e não posso ver
talvez possa
você

Pegas
vês
todos esses pontos
ora apagados
ora tão, só pra ti
tão iluminados

São as razões distantes
pra que existas todo os dias
pra que a mediocridade não feche o círculo que tanto persegue

São essas
são elas
seus planetas
seus universos
seus tesouros

ar dos que seguem com a vida sem contentar-se com ela, só

e só é que vão

nota, você
que sempre o horizonte guarda
longe
as linhas

ah, mas então
qual desespero?

Eu sei,
é que tentas tu juntá-las todas
fazer uma pele assim em ti
sei que tentas todos os dias
é a sina dos sonhadores

Mas tal empreitada é somente caminho
(como o peregrino que sabe que o fim mesmo é o caminhar)
para que tenhas tu ilusões
a que segurar

A verdade
é que nunca vais
atar as linhas
tocar os pontos
eles são teu passado
teu futuro
teus amores
tuas pessoas
que nem tuas são, eis das ilusões, a maior

Mas não,
não vás...deixando teus vagalumes para trás
o segredo é que aceites
tais estrelas distantes
que viste-as uma a uma
torne-as

Seus instantes
seus amantes

Isso é real 
Me mó ri a
Assim se separa A memória
como então?

Sabes que morremos todos os dias
todos os dias que algum mecanismo
ali
preparado pra mantê-lo
joga ao etéreo
tua peça
teu passado
a ti

Mas sabes que vives
vivo.

Renascemos
pois do instante
esse lutador
utópico dos sonhos
traz uma bandeira rasgada
tua memória reformada

E VIVES

Não como antes, no entanto
mas vives de novo
como outro que nem reconheces

É a lei da mínima sanidade
unidade essa falsa ilusão
pois não aguentamos nós essa percepção
de tantas vidas
vividas
levadas
nascidas

Há esses deuses
(que me perdoem os céticos)
há esses deuses
Tempo, Memória, Percepção
fazendo sua dança
mantendo essa mentira
uma uni-ilusão
E assim continuas
continuo.

porque do veneno
o extrato do antídoto
a solução

Brinca o tempo a tua memória
muda tua percepção

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Hoje é dia 18
e logo mais outro fim
outra morte
outra cinza em mim
e eu ainda procurando

Todo dia
no reflexo em qualquer canto
busco a marca
do tempo ali
mas o tempo é tão sutil

Não queria ser tão ambição
tanta preocupação
que talvez a graça é respirar
dia a pós dia
mesmo que o ar não seja do melhor

Mas ah
eu sou assim tanto quero
que investigo uma linha ali que tenha surgido dos desenhos feitos no tempo

Há que reinventei o senhor do laço eterno
puxando-o de ponta a ponta
quero a música durando
devagar e devagar
quero o tempo pulando rua
logo quero chegar


Eu te recrio ó chronos
que te recriando
só, reparo
no que é pra fim
no que ainda não fiz
no que fiz enfim
com o que tenta levar
todo dia de mim.